
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) terminou com a prisão de um homem de 60 anos em Urânia, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira, 30 de setembro. Ele é investigado por ameaças envolvendo possíveis ataques com explosivos contra ministérios em Brasília.
O caso chegou à Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) após informações encaminhadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com as informações divulgadas, o homem teria realizado ligações telefônicas nas quais ameaçava detonar artefatos explosivos e perturbar o funcionamento das instituições.
Ameaças eram feitas por telefone
Segundo a apuração policial, as ligações eram realizadas pelo próprio celular do investigado e direcionadas especialmente ao Ministério da Justiça.
Em uma delas, o homem teria afirmado que iria a Brasília para “explodir os ministérios”. A investigação conseguiu identificar o responsável pelas ligações e localizar seu endereço em Urânia.
A PCDF então cumpriu a medida cautelar de busca e apreensão na cidade.
Polícia não encontrou armas nem explosivos
Apesar do teor das ameaças, não foram encontrados no imóvel armas, artefatos explosivos ou outros objetos ilícitos relacionados às ameaças, segundo as informações divulgadas sobre a operação.
O homem acabou preso e ficou à disposição das autoridades.
Conforme informado pela polícia, ele teria dito que as ligações tinham a intenção de “chamar a atenção”. A investigação, entretanto, trata as ameaças com atenção especial diante do período eleitoral.
A DPCEV é uma unidade da PCDF criada especificamente para atuar na prevenção, monitoramento e investigação de potenciais ameaças relacionadas ao extremismo violento. Entre suas atribuições oficiais estão a análise de ameaças e investigações destinadas a prevenir atos de violência que possam afetar a ordem pública e o Estado Democrático de Direito.
Caso chama atenção na região de Jales
A operação ganha repercussão regional justamente por ter ocorrido em Urânia, município vizinho a Jales.
A PCDF informou que mantém o monitoramento preventivo para identificar possíveis ações capazes de interferir na segurança durante o processo eleitoral.
Até o momento, as informações divulgadas não indicam que o investigado possuísse explosivos ou que algum artefato tenha sido localizado. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias das ameaças e eventuais responsabilidades criminais.
A identidade do homem não foi divulgada nas informações consultadas.
