
O Prefeito de Palmeira D’Oeste definitivamente não veio ao mundo a passeio — veio para o stand-up político. Suas ações são tão contraditórias, que se fossem um filme, levariam o Oscar de “Melhor Comédia Involuntária”. Não é à toa que arranca risadas até dos colegas prefeitos da região, que já andam sugerindo que ele leve seu talento para o Domingão do Huck.
Em um raro momento de sinceridade, ele mesmo disse: “Estou famoso!” — e, olha, nisso ele acertou em cheio. Dizem que o nome dele ecoa até nos corredores do Palácio dos Bandeirantes, mas não exatamente como exemplo de gestão… mais como exemplo de criatividade cômica. Afinal, reinventar a roda é para poucos — e ele conseguiu: inaugurou ambulância de 2019 como se fossem zero km. Reformadas, maquiadas e colocadas em praça pública como se fossem relíquias. Uma espécie de “túnel do tempo da saúde pública”, ou talvez só porque não tem mais nada de concreto pra mostrar… Aquele apoio gigante prometido pelos seus deputados evaporou mais rápido que promessas de campanha após as eleições.
Mas o ápice da palhaçada institucional veio recentemente, quando o nosso nobre gestor decidiu PROIBIR o uso de celular por servidores públicos. Sim, você não leu errado. Em plena era digital, Palmeira D’Oeste resolveu regredir ao tempo do fax e do telefone fixo.
A cereja do bolo? O próprio prefeito, policial militar da reserva e agora jurista de ocasião, declarou nos microfones de uma emissora de rádio (aqueles que só servem para ouvir, nunca para questionar) que “ele” não se enquadra na lei que ele mesmo criou. Explicou, com toda a autoridade de um mestre em direito administrativo de WhatsApp, que não é servidor público, mas sim agente público. Tradução: a regra é pros outros. Pra ele e seus secretários, tudo liberado — inclusive o uso do celular em horário de expediente.
E o que dizer do exemplo vindo de cima? O prefeito é constantemente visto desfilando com seu possante preto, placa 001 — o famoso “batmóvel” da cidade — celular colado na orelha, em plena condução. Deve ter faltado justamente à aula que explicava o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro. Mas tudo bem, né? Palmeira D’Oeste é tão tranquila, tão pacata, que talvez os policiais nem estejam nas ruas… Ou, quem sabe, só não enxergam o colega de farda.
No fim das contas, o prefeito virou mesmo uma celebridade — não pelas obras, mas pelas contradições. E se rir é o melhor remédio, pelo menos o povo anda medicado.
